aí ela ficou tão comovida com o olhar daquele vira-latas manco ali na esquina, pedindo comida, que não resistiu e o levou para casa. deu banho, comprou cinco quilos de ração e mais um pratinho de plástico. deu nome, bastante carinho. ele abanava o rabo, vinha ao encontro, brincava. no quinto dia, estava abrindo o portão e o cão correu, correu, correu. até foi atrás, tentando segui-lo de carro. nem sinal. dia desses ela viu seu vira-latas manco, na mesma esquina, o olhar suplicante por comida, e teve vontade de chorar.
Publicado em 29 de junho de 2005 às 14:24 por adri