o sinal abriu mas eu fingi que não, sequer engatei, porque o velhinho terminava de atravessar com seu passo lento, lento. Já escolado de tanto enfrentar motoristas impacientes, porém, ele percebeu o meu respeito e agradeceu acenando a mão direita meio sem jeito, como que involuntariamente. depois, fixou o olhar na placa do golzinho até que eu passasse (vi pelo retrovisor). guardou o número para jogar no bicho.
(e nem é pretensão minha, não. é só ficção, mesmo.)
Publicado em 27 de março de 2008 às 21:05 por adri