hoje eu cheguei da escola e minha mãe tinha morrido. daí falei com minha avó: a sua filha foi embora, vó, você já pode morrer em paz. não houve lágrimas, porque já as esgotamos faz muito tempo, na época em que o acidente transformou mamãe numa violeta que nunca mais floresceria. algum tempo depois, meu pai morria em novo acidente. em sua condução embriagada, levou junto a nova família: meu primo e sua mãe. papai fôra morar com eles quando soube que sua esposa não teria mais serventia pra nada. sobramos eu e vovó, a cuidar de nossa plantinha. aí eu chego em casa hoje e minha mãe morta. falo com minha avó e ela responde: fui eu, minha querida. pra que você viva em paz.
Publicado em 18 de julho de 2005 às 15:08 por adri