ele tinha cinco anos e já se habituara àquele ritual de morte. primeiro, a notícia do corpo novo invadia a cidade feito leito de rio. depois, a romaria até A árvore. as crianças, numa brincadeira de pique, eram as primeiras. paravam, olhavam, e, por alguns segundos, faziam silêncio. chegavam os adultos e suas exclamações de rotina. comoção. voltavam todos para casa, os parentes carregando o corpo. mas, naquele dia, seu pai. era seu pai, ali, assassinado. dependurado na árvore.
Publicado em 28 de junho de 2005 às 09:44 por adri